O primeiro post. Podia começar falando das justificativas para criar um blog. Bah, que assuntinho mais chato. Eu decidi porque sim e ponto. Pensei numa série de motivos. Tentei listar as desvantagens e me decidi. Que coisa mais sem graça esta de ficar buscando explicação para tudo. Ok, não é sem graça. Mas é cansativa e eu já gastei várias linhas com ela.
Agora chega. Às vezes, no meio do dia, tenho vontade de mandar um e-mail para alguém. Quando eu era criança ou tinha lá meus dezesseis anos, o faniquito era com o telefone. De tarde, depois de abrir a geladeira umas tantas vezes e zapear por todos os canais da televisão, sem achar nada interessante, dava vontade de papear.
Com as amigas da escola, faltava assunto. Se havia um gatinho em vista (e nem sempre tinha), faltava coragem. Então ficávamos eu e a agenda, numa conversa mental que nunca chegava a nenhuma atitude prática. Nada de discar uns números e aquietar. Ah, mas se o telefone tocava...
Nem que fossem as amigas da escola, e geralmente eram, com alguma desculpa sobre a tarefa, a prova ou qualquer bobagem do tipo: o assunto estendia, e como estendia.
Hoje, com celular na mão, e sem muito saco, sobra o e-mail. Só que a dúvida quanto ao remetente permanece. Daí o blog: escrevo porque quero e você lê se quiser. Não quer?
Tudo bem, não te convidei a passar aqui. Quer? Ótimo, aproveite e dê uns palpites.
Se eu vou aceitar? Isso não é problema seu. Aliás, acredito que os palpites não venham para ser aceitos. O prazer está, simplesmente, na criação deles.
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